
Uma Boa Páscoa a todos! ;)*****

Acima de tudo, o mais importante
É seguir sorrindo sempre.
Na vida, escolhi ser poeta
E beber pela taça da liberdade.
Jogar novos jogos, ditar novas regras,
Fazer novas leis, viver novas vidas!
Inventar segredos...
Fazer tudo que me possa realizar.
Posso voar como um pássaro,
Mergulhar nos teus olhos,
Ser quem nunca fui
Ou alguma vez serei.
Escrever para mim e para ti,
Por mim e para toda a gente.
O teu sorriso é o mais belo poema
Que não me canso de escrever.
E assim sou eu:
Apaixonada, livre e eterna sonhadora.
Assim é o destino de quem escolheu ser poeta.
É entregar-se ao Mundo,
Amar a vida e ser livre.
Eu não quero fugir do meu destino poeta!
Mary Elizabeth Fry
Cresceste, querida avó, tão pobrezinha...
O pé descalço e um sorriso rasgado.
Tempo em que eras feliz e dançavas
E eras a mais linda do povoado!
A vida encaraste-a de frente,
Com a força que só há numa mulher.
Falavas de tristeza alegremente
E a todos nós tu deste um novo Ser.
Mas hoje neste dia tão cinzento,
As minhas mãos nas tuas, já tão frias,
Dão nova voz ao meu pior tormento.
Que possas ver-me tu da eternidade,
Já que adeus, eu não pude dizer-te
E o peito dilacera-se em saudade...
Paula Correia,
a tua neta que te ama muito.
Três longos anos, desde que te vi partir. Desapareceste da minha vida, mas nunca do meu coração...
Se soubesse que para sempre te perderia,
Fincava bem fundo as raízes minhas
No solo desgrenhado do teu coração.
Sorrindo ao espelho, eu não te vi presente.
Tinhas partido de mim, meu amor.
Olha, ao longe se avistam as gaivotas.
Batem asas no silêncio vespertino
E apontam-me os nossos destinos,
Separados, murados, escondidos...
E eu que fujo dos braços da água
Para olvidar-me da tua voz de mar.
Doem-me os olhos de não te ver.
Esta luz do Sol que não me aquece,
É a ausência tua, um fruto amargo,
Que a vida ousou plantar dentro de mim!
(A beleza do meu Ser - Corpos Editora)

Hoje perdi o meu sonho amado.
Deixei-me morrer em solo sagrado,
Como quem procura santificar a dor.
A vida foge-me entre os dedos
E eu a vê-la passar entre arvoredos,
Com a passividade de um lago.
Sou como a ovelha desgarrada.
Perdeu-se do rebanho, mais nada…
Bebi mágoas em pétalas de rosa!
Deixei passar o tempo mudo,
Pensava que o amor era tudo,
Ia recortando luas de papel.
Tinha tanta sede de viver,
Que imaginava que sofrer
Não era mais que sentir dor.
E assim se apagaram estrelas,
Aos santos se acenderam velas,
Inventou-se uma fé qualquer!
Nos olhos escuros, magoados,
Semeei lágrimas nos beirados,
Na esperança de voltar a sentir.
E a criança que dentro deles mora,
Por vezes, pergunta-me e chora:
“Oh, Paula! Porque não voltas a rir?”
